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“Ela tem sido uma presença constante na cidade e no campo, dentro e fora do seu lar, um elemento incontornável na luta pela emancipação do povo de Cabo Verde, na conquista da independência e na luta pela democracia e Estado de direito. Com o advento da Independência Nacional, a mulher cabo-verdiana conquistou mais espaços, poder e maiores garantias na luta para a sua emancipação”, afirmou o Presidente da República, considerando que a ousadia da classe feminina permitiu “diminuir o fosso de desigualdades entre homens e mulheres, a nível político, económico e no aspecto jurídico”.

Segundo Jorge Carlos Fonseca, exemplos disso estão no Parlamento, no Governo, na justiça, nas instituições e serviços públicos e nas organizações da sociedade civil, onde a mulher cabo-verdiana vem assumindo cargos e funções que lhes conferem poderes de decisão. “A recente eleição de uma mulher para a Presidência de um dos maiores Partidos políticos de Cabo Verde é prova paradigmática disso ”, defende.

Fonseca recorreu ainda a dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) para exemplificar o percurso pela emancipação das Mulheres em Cabo Verde. Neste ponto, referiu que em seis dos 22 municípios do país mais de 52 % dos agregados familiares são dirigidos por mulheres.

Também sublinhou que o Estado de Cabo Verde tem dado especial atenção à política de educação das raparigas, fazendo com que, hoje, a taxa líquida de escolarização no ensino básico nessa camada se situe a vota de 91, 7%. O PR disse que com esses factos pretendeu demonstrar o engajamento de Cabo Verde para cumprir as metas e objectivos internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio - que preconiza, no seu ponto 3, a promoção da igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres.

Em jeito de remate, Jorge Carlos Fonseca parabenizou a Comissão da União Africana pela qualidade do projecto “Agenda de Desenvolvimento até 2063” e garantiu o apoio de Cabo Verde na criação do fórum dos Estados Insulares para concretizar essa agenda.“ Devemos. assim, subscrever o projecto e recomendar que ele seja endossado pela União Africana e dotado de todas as condições para uma concretização com o maior sucesso possível”.

Fonte: A Semana