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ICIEG lança campanha “Bo Ka Sta Bó So” para combater a VBG em tempos de emergência

ICIEG lança campanha “Bo Ka Sta Bó So” para combater a VBG em tempos de emergência

ICIEG lança campanha “Bo Ka Sta Bó So” para combater a VBG em tempos de emergência

O Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) lançou hoje uma campanha contra violência durante o isolamento.

Esta é uma das medidas para combater a violência baseada no género em tempos de luta contra a COVID-19, entre outras que já estão em curso.

Entretanto, a presidente do ICIEG, Rosana Almeida, mostra-se satisfeito pelo facto de, apesar das queixas e denuncias recebidas , o país não ter registado, até agora, um “grande aumento” da violência doméstica durante o isolamento.

Tendo em conta que os dados de outros países apontaram para o aumento de violência doméstica durante o isolamento, o ICIEG, conforme Rosana Almeida, instalou na Boa Vista, uma casa de abrigo para acolher vítimas durante o período de contingência.

Além disso, o instituto possui uma rede de psicólogos a nível nacional, espalhados por todos os concelhos e que estão a seguir de perto, com campanhas, o que passa em cada município.

Uma outra medida de prevenção adoptada foi a criação do email Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. , de modo a que a vítimas possam mandar um email quando não puderem falar, por estarem na presença do agressor.
A pensar naquelas que não tem acesso a um email, a organização em parceria com as duas operadoras telefónicas do país, criou uma linha de SMS para denunciar a violência, incluindo a violência sexual. No último caso, as denúncias podem ser encaminhadas para o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA).

“Temos o número 132, mas depois concluímos que o número 132 pode não ser mais eficaz e mais seguro porque a vítima estando no isolamento em casa pode estar ao lado do agressor, portanto aí não teria como falar e estaria a colocar a própria vida, em último caso, em risco”, considerou Rosana Almeida para quem a linha de sms tem a vantagem de não ficar sobrecarregada e portanto, as pessoas não ficarão em espera.
Rosana Almeida informou ainda que o ICIEG recebeu queixas das empregadas domésticas apontando algumas irregularidades que estão a acontecer ou que podem vir acontecer, e que as mesmas foram encaminhadas para o Sindicato e a Associação das empregadas domésticas.

No que concerne aos direitos humanos, a presidente do ICIEG avisa que se a organização receber queixas, vai articular o seu tratamento com a Comissão Nacional dos Direitos Humanos.

Créditos TCV: http://videos.sapo.pt/YbeUOGlTTIZfkdm7svhD?jwsource=cl