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Covid-19: Violência Baseada no Género aumenta em 8% durante o Estado de Emergência

A rede de atendimento às vítimas VBG funciona durante o período de estado de emergência (meses de abril e maio). Está lendo o ICIEG para dados avançados pela Polícia Nacional sobre o aumento de 8% do VBG.

A linha grátis de SMS 110, uma estratégia “Pedi Mascara 19” e como estruturas de suporte e proteção disponíveis permitem muitas dores que sofrem de não estarem sozinhas, como o plano estratégico COVID 19, implementado pelo instituto para prevenir e controlar um VBG durante o confinamento social.

O ICIEG desde o início da propagação do COVID 19 em nenhum país, esteve ciente de que o contexto de crise tende a aumentar conforme as situações de violência doméstica e violência sexual. O estado de emergência decretado nacional desde o dia 29 de março, resultou também no isolamento de muitas mulheres com seus agressores, ou seja, como vulnerável e desprotegido de forma muito mais acentuada.

Desta forma, como mulheres ficaram muito mais expostas à violência em contexto de intimidade, como provam dados oficiais publicados pela Polícia Nacional.

Segundo o PN, Cabo Verde registrou um aumento de 8% do VBG nos meses de abril e maio de 2020.

A violência baseada em gênero (VBG) aumentou em 8 por cento (%) de 267 para 289, durante os meses de abril e maio, comparativamente com o mesmo período de 2019, revelando dados da Polícia Nacional (PN), dados para Inforpress pelo ICIEG.

Cidade da Praia, conforme os mesmos dados, região que registrou mais casos (71), seguida de São Vicente (55), São Filipe (26), Sal (22) e Santa Cruz (21).

Em Santa Catarina de Santiago, registrou 11 casos, 10 de maio, enquanto a Ribeira Grande de Santo Antão e Tarrafal de Santiago registrou nove cada.

Os concelhos de Ribeira Brava de São Nicolau, Ribeira Grande de Santiago e São Miguel, no interior de Santiago, são aqueles que registraram o menor número de casos de VBG durante o período em análise, apenas um.

Santa Catarina do Fogo, São Salvador do Mundo contamina dois casos, enquanto Mosteiros, Boa Vista e Paul contabilizam quatro. Ponta do Sol, em Santo Antão, São Lourenço dos Órgãos em Santiago e Brava têm cinco.

São Domingos (06), Tarrafal de São Nicolau (06), Tarrafal de Santiago (09), Ribeira Grande de Santo Antão (09) e Porto Novo, Santo Antão, (09).

O ICIEG continua apostado em controlar a violência nesta época de confinamento social. Congratula-se com o resultado da campanha “Bu ka sta bo so” e permite uma articulação fluida dada pela PN, centros de atendimento às vítimas e Ministério Público e acreditar que estratégia de combate à violência montada foi vital para Cabo Verde não registro uma explosão de casos durante o isolamento social.

Realça-se que algumas vítimas (mulheres e seus filhos) foram acolhidos nas casas de abrigo durante o estado de Emergência e alguns agressores foram retirados da residência.

 

 

O Instituto continua a apelar a tolerância para evitar casos de VBG e aponta agora as suas baterias nas meninas e adolescentes. Com o encerramento das escolas, muitas meninas podem estar a serem forçadas a um intenso trabalho doméstico.

Por outro lado realça que, as Nações Unidas alertam para os inúmeros impactos invisíveis que penalizam, de forma desproporcional, as mulheres e que é necessário considerar na batalha contra a nova pandemia.

Estes impactos, diz a organização mundial, transcendem a esfera da saúde e ramificam-se para as restantes áreas da vida das mulheres, acarretando efeitos relevantes ao nível da sua saúde física e psicológica, segurança e autonomia.

Uma pandemia do Covid-19 não é apenas um problema de saúde. É um choque profundo para as sociedades econômicas. Alterou, drasticamente, a vida quotidiana. Enquanto todas as pessoas estão envolvidas em medidas de distância social, como acontece em qualquer crise ou pandemia, como mulheres estão sendo afetadas pela Covid-19 de maneiras diferentes e menos visíveis.